Algumas vezes, mesmo com bênçãos sublimes e oferendas substanciais, uma aspiração move-se muito lentamente até que se manifeste. Foi assim com o Jardim de Tara do Khadro Ling. Estátuas das 21 Taras foram encomendadas em 2009. Artistas na Índia esculpiram imagens tradicionais das deusas em pedra, que chegaram em 2011 durante um evento com Kyabgon Phakchok Rinpoche. As adoráveis damas foram então temporariamente dispostas próximas ao templo. Mesmo nessa ambientação austera — em um canteiro de cascalho com uma cerca de lavandas e engradados de madeira — elas encantam muitos visitantes. Agora um projeto na forma de uma lua crescente convexa foi desenvolvido, e arquitetos da sangha já estão trabalhando com um engenheiro estrutural e paisagistas. Planejamos completar o projeto no início de junho de 2014 — apesar de jardins sempre serem uma obra em andamento.

Durante o drubchen da Essência do Sidi, Gochen Sang-ngag Rinpoche, o khenpo butanês Uwang e lamas do Chagdud Gonpa consagraram o local do jardim de Tara. Orações e oferendas foram feitas aos guardiões da terra e os obstrutores foram banidos. Finalmente, muitas aspirações foram formuladas, entre elas que o Jardim de Tara proporcione sombra fresca e um momento de descanso para os visitantes do Khadro Ling e proteção espiritual, alegria e inspiração a todos que verem e se lembrarem dessas Taras — as mães da liberação. Texto de Chagdud Khadro.